Google fez grandes donativos a empresas que negam alterações climáticas

Na lista de doações divulgada pela própria Google, surgem nomes de organizações que realizaram campanhas contra a legislação climática e que questionaram publicamente a necessidade da criação da legislação ambiental.

Paris /
11 Out 2019 / 15:48 H.

A empresa tecnológica Google realizou algumas contribuições para algumas das mais notórias personalidades que negam as alterações climáticas, de Washington, apesar da empresa liderada por Sundar Pichai insistir que apoia as acções políticas contra a crise climática, revela o ‘The Guardian’ esta sexta-feira, 11 de outubro.

Na lista de doações divulgada pela própria Google, surgem nomes de organizações que realizaram campanhas contra a legislação climática e que questionaram publicamente a necessidade da criação da legislação ambiental e que procuraram reverter as protecções ambientais nos Estados Unidos da América que tinham sido criadas por Barack Obama, antigo presidente dos EUA.

Nessa lista aparece o Instituto de Empresas Competitivas, um dos grupos que convenceu Donald Trump a abandonar o Acordo de Paris, assinado pelo seu antecessor em 2015. A Google, apesar de admitir estar desapontada com a decisão do presidente norte-americano, continuou a apoiar financeiramente o grupo.

A empresa tecnológica defendeu-se e garantiu que a sua “colaboração” com organizações como este instituto “não significa que apoiamos toda a agenda das organizações” e que muitas vezes se opõem fortemente em relação a alguns assuntos. Um porta-voz da empresa assumiu que a posição da empresa é clara, uma vez que “desde 2007, operamos como uma companhia neutra em carbono e, pelo segundo ano consecutivo, atingimos 100% de energia renovável nas nossas operações globais”.

O jornal britânico ‘The Guardian’ revela ainda que a Google apoia uma organização anti-ciência radical que criticou Greta Thunberg, que tem defendido o ambiente, afirmando que a adolescente apresentava “ilusões climáticas histéricas”.