Funcionários da Boeing conheciam falhas nos simuladores do 737-MAX

A Boeing disponibilizou ao Congresso dos Estados Unidos mensagens de texto em que os seus funcionários descredibilizam o processo de certificação do modelo 737 MAX e denigrem o regulador de aviação norte-americano.

10 Jan 2020 / 11:12 H.

Nas mensagens, consultadas pela agência France-Presse (AFP), os pilotos dão conta de falhas nos simuladores do aparelho, na origem de dois trágicos acidentes em 2018 e 2019 que provocaram 346 mortos.

“Este avião é desenhado por palhaços, que por sua vez são supervisionados por macacos”, lê-se numa mensagem datada de 2017, numa aparente referência à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla inglesa).

Noutra mensagem, um funcionário admite a um colega que não deixaria a família voar numa aeronave 737 Max.

“Ainda não fui perdoado por Deus pelo que escondi no ano passado”, escreveu ainda outro funcionário, numa mensagem datada de 2018.

Estas mensagens, consultadas pela AFP, foram disponibilizadas por congressistas norte-americanos que estão a investigar o processo de certificação do 737 MAX, na origem de dois trágicos acidentes, na Indonésia (2018) e na Etiópia (2019), em menos de cinco meses, que provocaram 346 mortos e mergulharam a Boeing na mais grave crise da sua história.

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