Prémio Nobel da Medicina vai para sueco Svante Pääbo

O geneticista descobriu o extinto hominídeo de Denisova através da sequenciação de um osso de um dedo e de um molar encontrados na cave remota de Denisova, nas Montanhas Altai, na Sibéria.

Luanda /
03 Out 2022 / 12:17 H.

A temporada de 2022 de anúncio dos prémios Nobel começou esta segunda-feira, com o de Medicina, e culmina a 7 de Outubro com o da Paz, categoria este ano muito aguardada, em tempo de guerra na Europa.

Já é conhecido o vencedor do Prémio Nobel da Medicina de 2022. O galardão foi atribuído ao cientista sueco, especializado em genética evolutiva, Svante Pääbo, “pelas suas descobertas sobre os genomas dos hominídeos extintos e a evolução humana”.~

O sueco, de 67 anos, conhecido pela sua investigação na área da paleogenética descobriu diferenças genéticas “que distinguem todos os humanos vivos de hominídeos extintos”, segundo dá conta a academia sueca através da conta oficial de Twitter dos prémios Nobel, acrescentando que “as suas descobertas fornecem a base para explorar o que nos torna exclusivamente humanos”.

O geneticista - agora premiado - descobriu o extinto hominídeo de Denisova através da sequenciação de um osso de um dedo e de um molar encontrados na cave remota de Denisova, nas Montanhas Altai, na Sibéria. A descoberta remonta a 2010, mas permitiu um avanço científico que, até agora, “parecia impossível”, que é a sequenciação do genoma do Neandertal.

Tal como refere a National Geographic, num artigo de 2015, a descoberta das equipas de geneticistas e antropologistas liderados por Svante Pääbo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, permitiu “perceber onde se encaixam os Denisovans na árvore genealógica humana”.

A transferência de genes ocorreu desses hominídeos agora extintos, para o Homo Sapiens e hoje em dia, ter maior conhecimento científico sobre essa matéria, é relevante pois ajuda a entender como o nosso sistema imunológico reage a infecções, por exemplo.

Estes Denisovans eram uma espécie de ‘primo desaparecido’, que se mantinham numa sombra genética até agora. Viveram por dezenas de milhares de anos ao lado dos humanos modernos e do povo Neandertal.

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