Embaixadora dos EUA em Kyiv diz que mobilização é sinal de "fracasso russo"

"Referendos e mobilização semelhantes são sinais de fraqueza, do fracasso russo"

21 Set 2022 / 10:33 H.

A embaixadora norte-americana na Ucrânia, Bridget Brink, considerou esta quarta-feira que o anúncio da mobilização parcial de cidadãos na Rússia e os referendos para a anexação de territórios ucranianos são um "sinal de fraqueza, de fracasso" das autoridades russas, informou a Lusa.

"Referendos e mobilização semelhantes são sinais de fraqueza, do fracasso russo", afirmou Brink na rede social Twitter, garantindo que o seu país continuará "a apoiar a Ucrânia o tempo que for preciso".

Um dos conselheiros da presidência ucraniana, Mykhailo Podolyak, ridicularizou os anúncios do Kremlin, lembrando o fracasso do plano russo de uma guerra-relâmpago na Ucrânia e como Moscovo continua a negar os seus fracassos militares na Ucrânia.

"Os russos que exigiam a destruição da Ucrânia, no final, acabaram por obter: 1. Mobilização. 2. Fronteiras encerradas, contas bancárias bloqueadas. 3. Cadeia por deserção. Tudo ainda está conforme o planeado, não é? A vida tem um grande sentido de humor", declarou Podolyak no Twitter.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje uma "mobilização parcial" dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.

A medida, que entra já em vigor, obedece à necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, sublinhou o chefe de Estado russo, na mensagem transmitida pela televisão.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro, está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de "mobilização parcial" dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

Por outro lado, as autoridades dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, anunciaram que vão realizar de 23 a 27 de Setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia.

Temas