COVID-19: Testes comprados a China são menos eficientes

Eles não detetam os casos positivos conforme o esperado. Os testes adquiridos pelo governo de Espanha têm uma sensibilidade de 30% quando devem exceder 80%, relatou laboratórios de microbiologia da Espanha.

26 Mar 2020 / 18:05 H.

Os tão anunciados testes rápidos para coronavírus com os quais o governo queria começar a testar as camadas mais amplas da população para descobrir qual é o tamanho real do contágio na Espanha não funcionam bem. Isso foi confirmado por vários laboratórios de microbiologia de grandes hospitais nas análises feitas com os kits recém-chegados da China.

Uma fonte anonima fez saber que os resultados desses testes preliminares são desencorajadores, "Eles não detetam os casos positivos conforme o esperado", afirmou a fonte.

Fontes indicam que, os testes rápidos fabricados pela empresa chinesa Bioeasy, com sede em Shenzhen, um dos polos tecnológicos do país asiático, têm uma sensibilidade de 30% quando deve estar acima de 80%.

Um dos microbiologistas que analisou o teste chinês garante: "Com esse valor, não faz sentido usar esses testes". A conclusão dos especialistas que avaliaram esses kits de detecção preferem continuar a usar o teste actual, o PCR (reacção em cadeia da polimerase), que detecta o RNA do vírus em uma amostra de exsudato nasofaríngeo (um bastão inserido pelo nariz ou pela boca para coletá-lo).

A técnica é descrita como sendo trabalhosa, pois requer equipamentos específicos, ou seja, as recções ocorrem em máquinas chamadas “Termo ciclistas em tempo real”, obtendo-se o resultado em quatro horas.

A referida informação foi relatada ao Instituto de Saúde Carlos III e ao Ministério da Saúde de Espanha.

A porta-voz do Instituto de Saúde Carlos III, diz que "detectou uma sensibilidade que não corresponde ao estabelecido na ficha técnica". Segundo a Health, é um item determinado e localizado na Comunidade de Madri ordenou a sua retirada.

A porta-voz acrescentou ainda que, ordenou que o fabricante a substituísse e que todos os testes adquiridos pelo governo sejam aprovados para uso na Europa.