Cientista chefe da OMS afirma que mundo está longe de imunidade de grupo

Soumya Swaminathan indicou que 50 a 60% da população terá que ter anticorpos para se atingir imunidade de grupo, mas outros especialistas indicam que esse número terá que ser ainda maior, entre 70 e 80%.

Luanda /
24 Jul 2020 / 12:57 H.

A cientista chefe da Organização Mundial de Saúde afirmou que a exposição da população mundial ao novo coronavírus está ainda longe dos 50 a 60% necessários para haver imunidade de grupo.

A imunidade de grupo acontece geralmente através da vacinação e acontece quando a maior parte da população está imunizada para uma doença, impedindo a sua transmissão continuada.

Numa sessão virtual de perguntas e respostas, Soumya Swaminathan afirmou que os testes serológicos feitos em alguns países atingidos pela pandemia da COVID-19 mostram que apenas 05 a 10% das pessoas têm anticorpos, embora em algumas nações o número atinja 20%.

"À medida que vagas desta doença atingem países, as pessoas vão desenvolver anticorpos e esperamos que tenham imunidade durante algum tempo para servirem como barreiras e travões à infecção", afirmou.

A cientista chefe da OMS afirmou que é mais seguro atingir imunidade de grupo com uma vacina, em vez de deixar a doença espalhar-se pela população, como chegaram a sugerir países como o Reino Unido, argumentando que esse caminho implica várias ondas de infecção com mortalidade elevada.