China isenta alguns bens dos EUA de tarifas retaliatórias à medida que novas negociações se aproximam

A lista de produtos norte-americanos que serão isentos de taxas retaliatórias, a partir de 17 de Outubro, e durante um ano, inclui 16 categorias: pesticidas, lubrificantes, produtos farmacêuticos ou graxa industrial.

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11 Set 2019 / 19:00 H.

A China anunciou esta quarta-feira que alguns produtos químicos industriais dos Estados Unidos passam a estar isentos de taxas alfandegárias retaliatórias na guerra comercial com Washington, mas que continuará a penalizar a soja e a carne de porco norte-americanas.

O anúncio do ministério chinês das Finanças surge depois de, na semana passada, Pequim e Washington terem informado que delegações de ambos os países vão voltar a reunir-se em outubro para discutir um acordo que ponha fim às disputas comerciais que ameaçam a economia mundial.

A lista de produtos norte-americanos que serão isentos de taxas retaliatórias, a partir de 17 de outubro, e durante um ano, inclui 16 categorias: pesticidas, lubrificantes, produtos farmacêuticos ou graxa industrial.

No entanto, Pequim vai manter taxas alfandegárias de até 25% sobre a soja e outros produtos agrícolas oriundos dos Estados Unidos.

A aplicação de taxas sobre produtos agrícolas, e a soja em particular, é uma forma de Pequim penalizar directamente o Presidente norte-americano, Donald Trump, já que é na América rural que estão concentrados muitos dos seus eleitores.

O Governo chinês disse que poderá vir a isentar outros produtos de taxas retaliatórias “no devido tempo”.

Pequim e Washington aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de ambos os países, numa guerra comercial que começou há mais de um ano.

No cerne da guerra comercial está a política de Pequim para o setor tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes actores globais em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China de abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.