Bolsonaro diz que ninguém será forçado a ser vacinado contra a COVID-19

O Brasil é o segundo País do mundo com maior número de infectados e mortos, apenas atrás dos Estados Unidos da América.

Luanda /
01 Set 2020 / 12:24 H.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que tem constantemente minimizado a gravidade da pandemia do novo coronavírus, disse esta segunda-feira que ninguém será forçado a levar a vacina contra a COVID-19, uma vez que esta seja desenvolvida.

Os comentários surgiram depois de o governo ter destinado milhões de reais para a compra e futura produção de vacinas. "Ninguém pode forçar alguém a tomar a vacina", respondeu ao ser questionado por um apoiante, conta a Reuters.

No entanto, já foram destinads cerca de 1,9 mil milhões de reais (cerca de 290 milhões de euros) para 100 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford e para eventualmente produzi-la no País. O estado de São Paulo está também a trabalhar para desenvolver uma potencial vacina com a empresa chinesa Sinovac Biotech. É esperado que sejam distribuídas doses de qualquer uma das duas no início do próximo ano.

Recorde-se que durante o dia de ontem foi nomeado o médico veterinário Laurício Monteiro Cruz como novo diretor do departamento de imunizações e doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, devendo liderar as discussões sobre a estratégia de vacinação contra a COVID-19.

O chefe de governo brasileiro tem estado envolvido em polémica desde o início da pandemia. Já esteve infectado, apesar de inicialmente se ter referido à doença como um "resfriadinho", e ignorou por diversas vezes as recomendações científicas.

Os dados mais recentes dão conta de que o Brasil soma quase 46 mil casos nas últimas 24 horas e caminha para quatro milhões de infectados. O País registou também mais 553 óbitos, perfazendo um total de 121.381 óbitos