Soro equino hiperimune para tratamento da COVID-19 disponível na Argentina

O soro equino hiperimune desenvolvido por cientistas argentinos para o tratamento da COVID-19 estaá disponível desde segunda-feira (11) para uso hospitalar e por organizações de saúde do país sul-americano, anunciou o director científico do projecto e do governo.

13 Jan 2021 / 12:07 H.

Numa nota, o governo argentino, informou que o presidente Alberto Fernández, visitou nesta segunda-feira as instalações da empresa de biotecnologia Inmunovaa, no campus da Universidade de San Martín (periferia noroeste), onde o soro foi desenvolvido e será distribuído em hospitais, clínicas e sanatórios.

O estudo clínico do soro começou em setembro passado em pacientes de 18 hospitais que desenvolveram a doença nas formas moderada a grave. No final de Dezembro foi registrado “sob condições especiais” pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat).

“Em pacientes que estão piorando e não desenvolvem sua própria resposta imunológica a tempo, o fornecimento de anticorpos por esta imunoterapia passiva permite evitar a proliferação viral e dar ao paciente tempo para desenvolver suas próprias defesas, evitando a inflamação respiratória generalizada causada por isso doença”, explicou Fernando Goldbaum, director da empresa de biotecnologia Inmunova, ao órgão estatal Telam.

É o “primeiro tratamento inovador aprovado para esta doença desenvolvido na Argentina”, acrescentou Goldbaum.O tratamento é baseado em anticorpos policlonais equinos, obtidos pela injeção de uma proteína recombinante do SARS-CoV-2 nesses animais, inócua para eles, o que faz com que eles gerem uma grande quantidade de anticorpos neutralizantes.

Após a visita, o presidente “pesou a importância do projecto, que rendeu resultados positivos na redução da mortalidade (45%), na diminuição dos dias necessários para cuidados intensivos (24%) e na menor necessidade de uso de respiradores ( 36%)”, segundo o comunicado.

O laboratório do Instituto Biológico Argentino (BIOL) produz cerca de 12 mil tratamentos por mês.