Obiang rejeita corrupção e nepotismo e diz que trabalha para a paz na Guiné Equatorial

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, rejeitou as acusações de corrupção e nepotismo, vincando que o Governo daquele país trabalha apenas para preservar a paz e a estabilidade política, potenciando o desenvolvimento económico.

13 Jun 2019 / 10:38 H.

“Não me oponho ao escrutínio, mas tem de ser para o bem e não para o mal, não pode servir para desestabilizar, e tem de ser para aumentar o desenvolvimento do país”, disse o Presidente, numa longa intervenção feita na sessão inaugural dos Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que decorrem até sexta-feira em Malabo.

“Nepotismo, corrupção, fui acusado de todos os males, quando o que fizemos nos últimos anos foi preservar a paz e a estabilidade política, e hoje o nosso país é um exemplo para África e para o mundo”, acrescentando: “Alguns chamam nepotismo, mas eu chamo-lhe desenvolvimento com a ajuda de um povo em paz”, disse o chefe de Estado, numa intervenção em que passou em revista os últimos cinquenta anos do país.

“Nos primeiros anos desde a independência, em 1968, continuaram a dizer-nos que estávamos condenados ao fracasso, mas aqui estamos, vivos; depois, nas décadas de 1980 e 1990, a Guiné Equatorial encabeçava a lista dos países mais pobres, e a imprensa internacional só fazia eco do sofrimento e da miséria do nosso povo”, lembrou o Presidente.

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