Moçambique: Albinos continuam a ser perseguidos e discriminados

Assinala-se esta quinta-feira o Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo. Em Moçambique, os albinos continuam a sentir-se discriminados pela sociedade, são alvos de perseguição e vítimas de rapto.

13 Jun 2019 / 13:31 H.

Emem diz que, todos os dias, é discriminada por colegas na escola: “Alguns nos olham como se fôssemos um obstáculo na vida deles”, afirma a jovem de 14 anos.

A discriminação de que crianças e jovens albinos são alvo deixa marcas para a vida, alertam activistas dos direitos humanos. A Human Rights Watch (HRW) divulgou esta quinta-feira (13.06) um relatório em que denuncia que, na província central de Tete, por exemplo, “as crianças que vivem com o albinismo [...] são amplamente discriminadas, estigmatizadas e frequentemente rejeitadas na escola, na comunidade e, por vezes, pelas suas próprias famílias”.

Segundo a organização Amnistia Internacional, mais de 30 mil albinos foram discriminados e marginalizados em Moçambique, em 2018.

Emem diz, no entanto, que há colegas que a apoiam: “quando eu estou com eles, esqueço que sou albina... Esqueço esses problemas e brinco”.

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