FAO diz que “seca desastrosa” ameaça 2,2 milhões de somalis

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alertou para a “seca desastrosa” na Somália, que ameaça 2,2 milhões de pessoas, 18% da população, com fome severa entre Julho e Setembro.

16 Mai 2019 / 12:15 H.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alertou hoje para a “seca desastrosa” na Somália, que ameaça 2,2 milhões de pessoas, 18% da população, com fome severa entre Julho e Setembro.

A agência lançou um alerta especial para a Somália, indicando que o número de pessoas com fome no país este ano deverá ser 40 por cento mais elevado do que o previsto no início do ano.

A deterioração do estatuto nutricional é outro problema importante, de acordo com o alerta. Os indicadores de malnutrição grave, assim como o número de crianças malnutridas admitidas em centros terapêuticos de alimentação, aumentaram fortemente em 2019.

“As chuvas em Abril e no início de maio são determinantes para a segurança alimentar na Somália durante todo o ano, já que são cruciais para as colheitas em Julho”, afirmou Mario Zappacosta, economista-chefe na FAO e presidente do Sistema de Aviso Prévio e Informação Global, citado num comunicado da FAO.

Esta última projeção é baseada em dados recolhidos por especialistas da FAO e incluem análises das médias da pluviosidade, temperaturas, disponibilidade de água e saúde do coberto vegetal, que apontam para uma das secas mais severas em vários anos. A pluviosidade que eventualmente venha a ocorrer em maio será insuficiente e tardia para a recuperação das sementeiras e dos pastos antes do início da época seca, acrescenta o alerta.