Petro e d’Agosto apostam em técnicos angolanos de basquetebol

Estas movimentações no Petro de Luanda surgem numa época em que o clube campeão nacional operou várias mudanças no departamento de basquetebol.

Luanda /
10 Ago 2020 / 13:37 H.

O recente contratação de Aníbal Moreira e Manuel Silva “Gi” como novos integrantes do corpo técnico de basquetebol do Petro de Luanda e Manuel Sousa “Necas” nas vestes de técnico principal do 1º de Agosto configura uma maior valorização dos treinadores nacionais.

Nos últimos anos Moreira desempenhou as funções de técnico aadjunto na equipa principal do 1º de Agosto, ao passo que Manuel Silva “Gi” foi treinador principal da Universidade Lusíada. O treinador principal será conhecido nos próximos dias em substituição do camaronês Lazare Adingono. Percursos Aníbal Moreira foi campeão africano ao serviço técnico da selecção sénior feminina no Mali (2011) e Maputo (2013), Moreira representou os “tricolores” durante longos anos como jogador, tendo se notabilizado, entre outros, pela habilidade de converter lances de três pontos. Já Manuel Silva “Gi” assume a equipa B do Petro de Luanda e a coordenação do basquetebol de formação.

O treinador, campeão africano com as selecções masculinas de basquetebol em Sub-16 e Sub-18, já foi técnico-adjunto no período em que a equipa principal era treinada por Alberto Babo. Estas movimentações no Petro de Luanda surgem numa época em que o clube campeão nacional operou várias mudanças no departamento de basquetebol, com a nomeação de Anselmo Monteiro, como vice-presidente, e Hermenegildo Mbunga, como director para a modalidade.

O novo treinador da equipa sénior masculina de basquetebol do 1º de Agosto, de 57 anos, contratado por uma época promete rigor trabalho, disciplina e dedicação. Manuel Sousa “Necas”, antigo jogador do clube, de 1981 a 1991, cujo regresso ao “bastião militar” se deu em 1994, depois de três anos em Portugal, onde defendeu as cores do CAB Madeira e do Anadia. Sobre o facto de orientar atletas com rótulos de campeões nacionais e de clubes e alguns com títulos africanos das nações (Afrobasket) conquistados ao serviço da Selecção Nacional, casos de Armando Costa, Eduardo Mingas, Felizardo Ambrósio “Miller” e Hermenegildo “Gildo” Santos, “Necas” disse: “há uma coisa que não se pode descurar: a ambição.

Temos e têm de querer ganhar sempre mais e mais. Este deve ser o nosso objectivo”. Plantel Sobre à composição do plantel à disposição, o treinador, cuja carreira começou no 1º de Agosto, em 1995, como adjunto de Victorino Cunha, reconheceu: “existem algumas lacunas e posso citar uma delas. O Armando Costa é o nosso base principal e, por lesão, vai ficar afastado por tempo indeterminado. Temos de arranjar solução internamente ou nos juniores ou na nossa formação satélite, a Marinha”. Prosseguindo, reconheceu não ser fácil contratar jogadores no mercado angolano: “pois, os melhores estão comprometidos e outros não encaixam no perfil definido pelo clube”.

Quanto à entrada e saída de jogadores, o técnico não se pronunciou na primeira pessoa e remeteu a questão para o departamento da modalidade. Para o director do basquetebol rubro negro, Joaquim Gomes “Kikas”, devem continuar ao serviço do rubro negro, Armando Costa e Hermenegildo “Gildo” Santos (bases), Juscelino Ricardo (extremo-base), Mohamed Malick Cissé, Pedro Bastos, Islando Manuel, Edson Ndoniema, Fidel Cabita (extremos), Eduardo Mingas, Felizardo Ambrósio “Miller” e Teotónio Dó (postes). De fora estão Carlos Cabral “Ketson” e Mutau Fonseca, em dúvida está a continuidade do extremo-base com dupla nacionalidade, dominicana e norte-americana, Emanuel Amauris “Manny Quezada”.

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