José Eduardo Agualusa e Mia Couto juntos em ciclo de webinares

O desafio da organização é escrever um “livro branco para uma vida pós- COVID-19, numa África de expressão portuguesa com a contribuição da lusofonia como pano de fundo.

08 Jun 2020 / 14:59 H.

O ciclo de webinares organizado pela Academia BAI, em parceria com o Instituto Pedro Pires e o Centro de Estudos de Ciências Jurídico-Económicas e Sociais (CEJES) da Universidade Agostinho Neto, visa contribuir para a reflexão sobre os temas que mais se salientaram e causaram preocupações neste momento que vivemos devido à COVID-19.

Para perseguir este desiderato, a organização decidiu interagir, em lugares diferentes, com profissionais, professores, pensadores de áreas diversas de saber, e partilhar emoções e pensamentos entre os falantes de língua portuguesa,fazendo reflexões que se possam tornar em vozes audíveis e pensamentos reconhecidos e de utilidade para o futuro.

Agualusa e Mia Couto irão abordar o papel dos livros da literatura e da arte no pós-COVID-19.

Mia Couto, biólogo e escritor moçambicano, é autor de várias obras literárias,todas traduzidas em diversas línguas.

Entre vários prémios e distinções que recebeu, destaca-se a nomeação pela Feira Internacional do livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos 12 melhores livros africanos do sé culo XX. Em muitas das suas obras, Mia Couto, tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana.

José Agualusa é jornalista e editor angolano, nascido no Huambo. É também autor de várias obras literárias, e o seu primeiro romance – A Conjuntura - recebeu o prémio de Revelação Sonangol.

Em 2007 recebeu o prestigioso prémio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo diário britânico The Independent em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, tendo sido o primeiro escritor africano areceber tal distinção.

O desafio da organização é escrever um “livro branco para uma vida pós-CO-VID-19, numa África de expressão portuguesa com a contribuição.