Jeff Brown: “O Rap continua em mim, mas a minha arte não tem limites”

Após um interregno, o ex integrante dos SSP protagoniza peça teatro cantando “Johnny Cash” no palco do Instituto Camões e descortina o seu lado multifacetado a par da música Gospel.

Angola /
18 Jan 2019 / 15:13 H.

O que tem feito actualmente?


Para além de estar mais perto da minha família tenho trabalhado com artes cénicas na área de teatro cantado (musical) composições, arranjos, produção e etc.

Que surpresas teremos no dia 22 no Instituto Camões?


Comemoro 29 anos de trajectória artística, pretendo estreiar-me nas artes cênicas como, criador encenador e produtor de peças de teatro cantado (musical). A pré-estreia acontecerá com a peça as “Aventuras de Jonny Cash” neste dia.

Quais são as “Aventuras de Johnny Cash”?


Trata-se de um jovem angolano nascido como João Cassinda e depois de subir na vida de maneira indigna fica conhecido como Johnny Cash.

E quanto às restantes, qual é a programação?


São seis obras inéditas já escritas, juntei-me a PhD Gospel para exibir as mesmas com a seguinte planificação: As 6 peças serão exibidas em duas temporadas trimestrais fazendo 3 peças por trimestre. Todas as sextas feiras teremos a mesma peça em exibição durante um mês, quer dizer que teremos uma peça em cartaz mensalmente.

Depois de extinção dos SSP, lançou o álbum “Ondaka” noutro estilo musical, porquê não o Rap?


O Rap continua em mim ainda, mas a arte não tem limites... Rapper, encenador, actor, escritor, pintor, produtor decorador, não deixa de ser artista... Como artista tenho levado o rap em mim tanto no “street knowledge” como na atitude social de intervenção, o Hip-Hop ensinou-me isso e levo comigo até hoje.

Como foi a transição para o Gospel?


Bastou admitir que Deus está acima de todas as coisas e pôr em prática os seus ensinamentos e a tarefa ficou mais clara. O Evangelho é a certeza de todas as certezas.

Muitos artistas contam sobre as suas experiências de vida. Sobre o que canta propriamente?


Já cantei sobre muitas coisas, hoje preocupo-me mais a pregar o Evangelho da verdade e da salvação exortando, amando o próximo, louvando, exaltando e glorificando a Deus acima de todas as coisas.

Que análise faz da música gospel e do mercado gospel em geral?


Aos poucos a qualidade dos estúdios e o nível profissional dos executantes vai subindo e é um processo irreversível, mas precisamos criar um mercado sustentado por uma indústria funcional e sustentável e ninguém conseguirá isto sozinho.

E quanto à música secular, há qualidade nos conteúdos?


Existem muitos temas agradáveis, inspiradores e para reflexão. Dizem que até na lixeira nasce flores muitas mensagens da música secular devia ser uma mostra artística de como anda a nossa sociedade, as mensagens menos boas devem ser interpretadas como um alerta de como a imoralidade e outros males são glorificados na nossa sociedade e se cabe-nos a nós contrapor esta tendência mostrando a solução sobrenatural deste fenómeno.

Como avalia a abertura que teve fora do segmento com que já nos habituou?


Não me importo muito com a aceitação o segmento em que estou, pois, entendi que uma das minhas missões é ser ouvido e o meu conteúdo ser aceite e praticado por aqueles que me seguiam cegamente sem saber que em primeiro lugar deviam seguir Cristo.

Nestes últimos anos a música gospel ganhou um espaço grande na mídia secular. Como tem visto este novo tempo?


A palavra Gospel quer dizer Evangelho e a missão Cristã diz que temos de ir aos confins da terra para pregar o Evangelho. Glória a Deus por isso.

Mesmo sendo um nome consagrado, raramente o vemos em shows, o que estará na base disto?
Boa pergunta para os organizadores de Shows. Sugiro que faça um artigo sobre isso...