Trajectória dos “camaradas” revista no contexto actual

“Em toda a história do MPLA sempre esteve presente a necessidade da unidade nacional, combate ao tribalismo, regionalismo, racismo que está sintetizado na palavra de ordem um só povo uma só Nação. Defendemos a harmonia”.

09 Dez 2019 / 13:36 H.

A trajectória do MPLA está associada à história contemporânea de Angola, pelo facto de ter contribuído activamente para a descolonização e a consequente libertação do jugo colonial português, há 44 anos (11 de Novembro de 1975). Fundado a 10 de Dezembro de 1956, o partido dos ‘camaradas’ está à frente do Estado desde a independência.

O MPLA adaptou-se ao tempo em função das circunstâncias históricas, políticas, económicas e sociais. Na condição de Partido-Estado, suportou as investidas das grandes potências invasoras da altura, sobreviveu à guerra fria, resistiu à queda do Muro de Berlim e soube posicionar-se diante do ‘desmoronamento’ da União Soviética.

Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos são as quatro figuras que já foram presidentes do maior partido no País. A dimensão histórica do maior partido político em Angola (cujo manifesto foi escrito por Viriato da Cruz) é abordada em colóquio internacional que termina 06 de Dezembro de 2019, no qual participaram políticos provenientes de outros países, a título de exemplo o antigo primeiro ministro português, Durão Barroso e ex-presidente da Cabo Verde, Pedro Pires.Também estiveram no colóquio o vice-presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, e o antigo secretário executivo da Comissão Económica da ONU para África, Carlos Lopes.

Influência no progresso social

O II colóquio radica da necessidade de se abordar, sob o olhares de vários saberes e autores, a trajectória histórica do MPLA, o papel na preservação da independência, na manutenção da soberania e integridade territorial de Angola, disse a vice-presidente do partido, Luísa Damião.

A influência dos ‘camaradas’, como se pôde depreender do discurso de Luísa Damião, reflectiu-se também na democratização da sociedade, conquista da paz e no processo de unidade e reconciliação nacional. “O estudo da história, das instituições e da vida tem a importância de dar, sobretudo, suporte compreensivo às pessoas e quiçá para as organizações, no sentido de agirem com maior prudência, civilidade e tolerância, no seu meio e em situações alheias à sua cultura, bem como aprenderem com o passado e projectarem um futuro seguro”, disse.

Saiba mais na edição nº 148 do Jornal Vanguarda, já nas bancas.