País distinguido pela OMS pelo esforço na eliminação do mortífero tabaco

No mundo, cerca de 165 mil crianças morrem antes dos 5 anos de idade devido a infecções respiratórias agudas causadas pelo fumo passivo

Angola /
13 Jun 2019 / 10:11 H.

Angola faz parte de uma lista de seis países distinguidos este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo seu esforço na eliminação do tabagismo.

A distinção “Global da OMS” enquadra-se na celebração do “Dia Mundial sem Tabaco”, assinalado recentemente galardoando Ana Graça, directora do Instituto Nacional de Luta Contra as Drogas (por Angola), Kane Boubacar, do Ministério da Saúde da Mauritânia, Edmubadumba Egula Pierre César, do Parlamento Nacional da República Democrática do Congo, representante da Assembleia Nacional da República Federal da Etiópia, ministério da Saúde e Qualidade de Vida das Ilhas Maurícias e Peter Unekw-Ojo Friday, director Executivo da Fundação de Refugiados do Cedar, República da Nigéria.

A OMS descreve a epidemia do tabagismo é uma das maiores ameaças à saúde pública que o Mundo já enfrentou. Somente em 2018, no mundo, foram diagnosticados mais de 39 353 novos casos de cancro do pulmão e foram registadas 37 748 mortes devido a esta doença, como consequência do consumo e da exposição passiva do tabaco.

Entre 2002 e 2030, prevê-se que as mortes atribuíveis ao tabaco dobrem nos países de renda baixa e média (LMICs), incluindo no continente africano. No mundo, cerca de 165 mil crianças morrem antes dos 5 anos de idade devido a infecções respiratórias agudas causadas pelo fumo passivo.

A OMS considera que o fumo do tabaco é perigoso, contêm mais de 7 mil substâncias químicas, 69 das quais consideradas cancerígenas.

O tabaco mata metade dos seus usuários, ou seja, mata mais de 7 milhões de pessoas por ano. Mais de 6 milhões dessas mortes são o resultado do uso directo do tabaco, enquanto cerca de 890 mil são o resultado de não fumantes expostos ao fumo passivo. Segundo a OMS, cerca de 80% dos 1,1 bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda.

O tabagismo no País

Embora não existam dados actuais sobre a prevalência e uso do tabagismo em Angola, a OMS considera que “este é um desafio que o País deve ultrapassar para orientar as suas iniciativas” e garantir a protecção da sua população contra os efeitos nocivos do tabagismo.

Aquele organismo mundial da saúde cita dados do inquérito global de tabaco na juventude (13-15 anos), realizado em 2010 na província do Huambo, cuja prevalência do uso do tabaco entre os jovens é de 19.8%, sendo 20.2% nas raparigas e 18.6% nos rapazes, respectivamente.

Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde por ocasião do “Dia Mundial sem Tabaco” indicam que, em Angola, uma pesquisa realizada na Província do Bengo em 2018, revela que 10,7% da população total é de fumadores. Sendo 7,4% mulheres e 18,3% homens. Indicadores que representam uma ligeira descida em relação a inquérito da província do Huambo.

O elevado índice de fumadores, refere o comunicado do Ministério da Saúde, entre a população tem consequências graves a nível