Uíge vai relançar comércio fronteiriço com RDCongo

A província do Uíge vai redinamizar o comércio fronteiriço com a República Democrática do Congo (RDC), com a criação de serviços tributários e outros em curso nas regiões limítrofes afirmou hoje (segunda-feira) o governador Pinda Simão.

21 Jan 2020 / 11:41 H.

Segundo o responsável, a província está a preparar-se, nos últimos dois anos, para a implementação do comércio externo e prevê acções concretas na porta fronteiriça de Kimbata, município de Maquela do Zombo, onde estão a ser criados pontos de tributação e demais serviços.

Mpinda Simão, que falava num encontro com a “Delegação multissectorial para o Comércio Externo”, coordenada pelo Ministério do Comércio, disse que esta comitiva vai trabalhar, durante cinco dias, em Maquela do Zombo para a instalação dos serviços fronteiriços e formação de técnicos envolvidos na cadeia.

Durante a missão de cinco dias, informou, a missão vai se inteirar das expectativas da população, sobretudo dos agentes económicos e das várias estruturas locais que vão ajudar a dinamizar o comércio fronteiriço.

Já o coordenador da delegação, Assunção Pereira, assessor do secretário de Estado do Comércio, disse que a implementação do projecto de comércio fronteiriço vai evitar contrabando de produtos da cesta básica e combustíveis.

Explicou que estão autorizados a transitar na fronteira, apenas produtos em quantidades compatíveis às necessidades de subsistência ou auto-consumo e que não excedam no seu valor o máximo de 204 UCF, o equivalente a 17 mil e 952 Kwanzas por dia.

Quanto às regiões administrativas fronteiriças, disse, correspondem a toda extensão territorial nacional próxima ou vizinha às zonas terrestres de Angola com os países limítrofes, num raio de até dez quilómetros da fronteira para o interior do país.