Sonangol deve investir este ano no capital humano com a reactivação do processo de formação de quadros

“Em 2022, além de pretendermos investir em projectos que aumentem a nossa capacidade de produção e adaptação à transição energética, vamos investir no capital humano, através da reactivação gradual do processo de formação de quadros, há algum tempo restringido”, diz o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Gaspar Martins.

Luanda /
07 Jan 2022 / 11:44 H.

A reactivação gradual do processo de formação de recursos humanos, a implementação de projectos com vista ao aumento da capacidade de produção e a adaptação à transição energética constituem as linhas de força projectadas pelo Conselho de Administração (CA) da Sonangol, para o exercício económico 2022.

Gaspar Martins, presidente do CA, que fez o anúncio, durante a primeira edição do programa radiofónico “Ngol”, considerou 2021 “um ano atípico e desafiante”, marcado pela mudança de paradigma, em virtude da pandemia da COVID-19”.

O gestor disse que, apesar dos enormes desafios a que esteve sujeita a Sonangol desde 2020, a empresa materializou muitos objectivos, graças à capacidade de adaptação perante a nova realidade, tendo “a terrível contrariedade” exigido a sua reinvenção, tal como sucede com todas as operadoras do sector.

Os resultados alcançados, de acordo como o responsável, têm na sua base factores como estabilização das operações ao longo da cadeia primária de valor, que permitiu atender às necessidades de consumo doméstico e inverter o quadro de resultados financeiros registados em 2020, continuidade de processos de desinvestimentos em negócios e participações não nucleares e optimização de custos.

Entre as acções estruturantes mais visíveis realizadas em 2021, o Presidente do Conselho de Administração da petrolífera nacional destaca a alienação oficial de interesses e participações da Sonangol em oito blocos no offshore angolano, tendo recebido 35 propostas de 19 empresas, antes da fase de procedimentos e seguintes.

Gaspar Martins referiu-se ainda à conclusão de processos paralisados por “factores alheios à empresa”, cuja retoma só foi possível com o empenho de cada trabalhador, zelo, compromisso e trabalho em equipa, aos quais a administração endereçou “gratidão, tendo em vista os novos projectos e parcerias relevantes para desenvolvimentos futuros”.