Sector petrolífero deve liderar transição energética no País

“É preciso o engajamento combinado do sector público e privado”, declarou Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

Luanda /
01 Dez 2022 / 10:01 H.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerou, esta quarta-feira (30), que a indústria petrolífera nacional, como principal impulsionador da diversificação económica e protagonista da transição energética em Angola, deve liderar o processo de migração para as energias limpas.

Para o governante, o sector petrolífero deve contribuir para a melhoria das infra-estruturas do país, nos mais diferentes domínios, assim como o protagonista da transição energética nos campos mineral e digital.

Falando na sessão de encerramento da III edição da Conferência Internacional Angola Oil e Gás, que decorreu nos dias 29 e 30 do corrente mês, em Luanda, disse que Angola está a dar passos concretos no sentido da transição energética.

Segundo o ministro, de forma tímida, o país está a fazer a transição energética através da Sonangol, particularmente, no engajamento dos projectos de energia solar e dos biocombustíveis, igualmente do hidrogénio verde e, em estudo, o projecto de energia eólica.

Neste segmento, Diamantino Azevedo adiantou que outros projectos de energia limpa já estão na forja, é o caso de trabalhos ligados à procura de minerais importantes para a transição energética, já na fase de prospecção.

De igual modo, acrescentou, o Executivo está empenhado na construção das refinarias e da petroquímica.

Consta também dos projectos em carteira, a edificação de fábricas de fertilizantes, da transformação de fosfato, assim como da construção de uma siderurgia do sector.

De acordo ainda com o responsável, quando estes projectos forem concretizados, haverá um grande impulso no esforço do Governo no âmbito da diversificação económica, consequentemente, para o crescimento económico e desenvolvimento do país e assim melhoraria da qualidade de vida dos angolanos.

Para o efeito, advoga o governante, é preciso o engajamento combinado do sector sector público e privado.

A III edição do Angola Oil & Gás, que decorreu sob o lema “Promover uma indústria inclusiva, atractiva e inovadora de petróleo e gás em Angola”, foi aberto pelo Presidente da República, João Lourenço.

O evento foi realizado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e da Câmara Africana da Energia, é organização pela empresa Energy Capital e Power.

Durante dois dias, os especialistas nacionais e estrangeiros debateram temas como “O direito e à vontade de desenvolver”, “Como aproveitar os recursos de Angola e da região para um futuro próspero na indústria energética”, “O valor da transição energética de Angola” e “A evolução do sector petrolífero e gás de Angola: Estratégias para a Angolanização da indústria energética local”.