Recuperação de campos maduros está projectada

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, reconheceu, na terça-feira, durante uma videoconferência, existir em Angola a oportunidade de melhorar o sistema de produção, estratégia que vai permitir o aumento da recuperação dos campos maduros.

Luanda /
12 Nov 2020 / 14:01 H.

Na intervenção efectuada, no 9º Congresso Internacional de Comércio de Petróleo e Gás da China (CIOGTC), em sistema webinar, em Shangai de 7 a 9, o ministro angolano, a partir de Luanda, lembrou também ao fórum da certificação dos estudos que mostram um potencial significativo para aumentar as reservas, algumas das quais ainda não exploradas e outras que, apesar de descobertas, ainda não foram convertidas em reservas.

O Congresso debateu temas como "Impulsionar o Novo Desenvolvimento do Comércio Internacional de Petróleo e Gás por meio da Cooperação e Inovação”, abordou ainda assuntos importantes como o comércio global e regional de petróleo e gás, as perspectivas de energia da China na próxima fase de abertura, a adopção da tecnologia de inteligência artificial no sector de energia, as implicações da listagem de futuros de LPG e a melhoria do ecossistema de derivados de energia. O evento, soube à imprensa, aprofundou o intercâmbio e a cooperação, promoveu benefícios mútuos e parcerias com vantagens mútuas e examinou as novas tendências no comércio internacional de petróleo e gás.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás dissertou sobre a situação actual e as políticas de energia de Angola, os aspectos que visam minimizar os efeitos da pandemia da COVID-19 na indústria de petróleo e gás. Diamantino Azevedo sublinhou que a actual conjuntura económica, ocasionada pela pandemia, impactou directamente a indústria do petróleo, trazendo desafios adicionais ao relançamento da actividade de exploração e produção no País. Segundo ele, espera-se um ajuste na trajectória de crescimento do sector, juntamente com o fortalecimento das medidas emergenciais para garantir a sua sustentabilidade e do sistema produtivo.

"A actual situação de crise é global, mas temporária, por isso mesmo com uma desaceleração dos investimentos, continua válida a necessidade urgente de impulsionar e dar continuidade às operações petrolíferas no País, com destaque para a manutenção da produção básica, reposição de reservas, continuando a promover actividades de exploração”, disse.

Diamantino Azevedo focou-se na Estratégia de Exploração 2020-2025, Estratégia Geral para a Atribuição de Concessões de Petróleo 2019 a 2025 que prevê a adjudicação de mais de 50 blocos através de concurso público e negociação directa. "Angola, com a sua história do petróleo que remonta ao início do século XX, tornou-se uma das principais potências petrolíferas do mundo, posicionando-se como o segundo maior produtor de petróleo de África”, concluiu.