Portugal quer pagar antecipadamente 2 mil milhões aos credores europeus

A dívida ao FMI já foi paga na totalidade e Portugal vai prolongar a estratégia de reembolsar antecipadamente os credores da ‘troika’.

13 Jun 2019 / 10:12 H.

O Governo já sinalizou que está em discussões para fazer um reembolso antecipado aos credores europeus este ano, mas o compromisso oficial é mais conservador, ou seja, de pagar entre 2020 e 2023 parte da dívida cuja amortização estava prevista para 2025.

A revelação consta do relatório anual do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), divulgado esta quinta-feira.

A instituição que sucedeu ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), que a par do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM) é um dos credores europeus que emprestaram dinheiro a Portugal no resgate financeiro pedido em 2011, divulgou ainda o valor a ser pago antecipadamente: até 2.000 milhões de euros.

O MEE recordou que o forte desempenho orçamental e o positivo acesso aos mercados financeiros permitiram a Portugal pagar a totalidade do empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de forma antecipada, em dezembro de 2018, para ‘suavizar’ o perfil de maturidades da dívida ao tirar proveito do actual ambiente de taxas baixas.

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