Perspectivas de desenvolvimento animam os residentes do Bengo

Com o acto de consignação e consequente arranque das obras de conclusão do Projecto do Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD), em Setembro do ano passado, no Bengo, abriram-se novas perspectivas sociais e económicas para Angola e para a província.

Angola /
04 Jan 2022 / 10:35 H.

O projecto, enquadrado no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022, em sinergia com outras iniciativas infra-estruturais do sector, deve permitir que o país alcance segurança energética, cujo investimento, avaliado em cerca de 499 milhões de dólares, pode assegurar a criação de 3.500 postos de trabalho directos e indirectos, durante a construção, e pelo menos cem postos fixos na fase posterior.


Sendo parte integrante da futura Zona Franca, na comuna da Barra do Dande, município do Dande, o TOBD virá a beneficiar de um regime que deve promover o país como uma plataforma local e regional de produção, armazenamento e comercialização de produtos derivados do petróleo e associados.


O TOBD é um projecto estratégico que se enquadra no âmbito do processo de optimização da logística de armazenamento e distribuição de produtos refinados a nível nacional, e fundamental para a implementação da liberalização do mercado de combustíveis.


"A construção do TOBD representa uma mais-valia ao sector petrolífero nacional, tendo em conta que vai melhorar a distribuição de combustível para o interior e posicionar Angola como uma plataforma de armazenamento e distribuição de derivados do petróleo para a região”, afirmou, na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

A infra-estrutura pode ser utilizada para armazenar produtos das refinarias nacionais que, dessa forma, poderão operar sem limitações e de acordo com as tendências de mercado.

O projecto permitirá armazenar em condições operacionais adequadas, cerca de 250.000 metros cúbicos de combustíveis, para atender às Reservas Nacionais Estratégicas e de Segurança. A empreitada de construção foi adjudicada à empresa OECI, S.A, ao valor de 499.057.617,69 de dólares, equivalente a 316 mil milhões 387 milhões 58 mil e 829 kwanzas e 31 cêntimos, despesa aprovada através do Despacho Presidencial nº173/20, de 1 de Dezembro.


O empreendimento vai oferecer serviços de armazenamento de alta qualidade de produtos refinados derivados do petróleo, a nível nacional e internacional, com preços competitivos, posicionando-se assim como parceiro estratégico que garante a satisfação dos seus clientes.

O mesmo é composto por uma infra-estrutura marítima de grande porte, com três unidades, contemplando entre outras componentes linhas de descarga para navios até 150 mil toneladas, em 24 horas, berços para atracagem, quebra-mar e 16 tanques para armazenamento de combustíveis (13 serão adicionados em fases posteriores do projecto, para atingir os 29 previstos).

Terá um parque de armazenamento composto por oito tanques de gasóleo, cuja capacidade total é de 320.000 metros cúbicos, igual número de tanques para preservar 160.000 metros cúbicos de gasolina, e 34 bullets de 3.000 metros cúbicos cada. Dependendo da demanda de mercado local e regional, os trabalhos de construção dos restantes 13 tanques só terminam na 2ª fase, para dar ao TOBD uma capacidade total de armazenamento de 728.500 metros cúbicos.

Com a conclusão de 16 dos 29 tanques previstos, o TOBD terá na 1ª fase, uma capacidade total de 582.000 metros cúbicos de gasóleo e gasolina, para o mercado local. O parque de armazenamento será interligado a uma Ponte Cais, onde, de forma segura e eficiente, fará a recepção e expedição de produtos.


Sendo um dos objectivos plasmados no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, a execução do projecto deverá entrar na fase de conclusão, no final deste ano.
"Estamos convictos de que uma iniciativa com esta dimensão traz inúmeras valias para a nossa província, com vista a melhoria das infra-estruturas que servirão de apoio ao Terminal, como as vias de comunicação, bem como o reforço da capacidade de fornecimento de energia eléctrica e distribuição de água potável nesta região”, referiu a governadora do Bengo, Mara Quiosa.