Parceria dinamiza “Agenda 2030”

O Secretariado da Área de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) anunciam, por videoconferência, uma parceria para apoiar a maior área de comércio livre do mundo, direccionada à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Luanda /
29 Mar 2021 / 14:12 H.

De acordo com uma nota dos promotores, a cerimónia para o anúncio será presidida por Wamkele Mene, secretário-geral para a Área de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) e conta com a participação de Ahunna Eziakonwa, secretária-geral-adjunta e directora da ONU para o Gabinete Regional do PNUD para África. Vai também estar presente ao acto, Fatma Mohamed Kyari, em-baixadora da União Africana na Missão Observadora Permanente em Nova Iorque, na sede da ONU.

A Área de Comércio Livre Continental Africana, que é a maior zona do mundo, começou a negociar a 1 de Janeiro deste ano, criando um mercado de 1,2 mil milhões de pessoas. É também, por isso mesmo, o oitavo bloco económico do mundo com um PIB combinado de três triliões de dólares.

O secretariado do AfCFTA e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento anunciam uma parceria, através da assinatura de um Memorando de Entendimento, para promover o comércio como estímulo para a recuperação socioeconómica de África após a crise da COVID-19 e como motor do desenvolvimento sustentável, particularmente para as mulheres e os jovens, na Década de Acção para os ODS (Objectivos de Desenvolvimento Sustentável).

Esta parceria vai potenciar a presença do PNUD em todos os países africanos, trabalhando em estreita colaboração com outras agências da ONU, para abordar as desigualdades, promover a criação de valor acrescentado e de empregos, tendo em conta os obstáculos críticos enfrentados nas exportações dentro de África, tais como a competitividade das Pequenas e Médias Empresas (PME) na exportação; regras de origem; normas técnicas e de segurança dos produtos. Deverá ainda reforçar a defesa da zona africana junto de decisores políticos, empresas, sociedade civil, academia, juventude e outras partes interessadas.