Mais apoio à mulher rural

A Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, apelou, recentemente, aos órgãos do Executivo angolano para o reforço, de forma substantiva e sustentável, dos apoios à mulher rural, por ser a principal força motora da economia familiar e rural no País.

Luanda /
14 Out 2020 / 11:55 H.

Ana Dias Lourenço foi anfitriã da videoconferência sobre o “Contributo da Mulher Rural nos Sistemas Agro-alimentares e na Economia”, iniciativa que contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Na ocasião, apelou à melhoria das políticas públicas voltadas à mulher rural, provendo melhor educação, saúde e acesso às tecnologias. Defendeu ainda a criação de redes de apoio e que se incentive a autonomia dessas mulheres e dos filhos nas respectivas comunidades.

Na óptica da Primeira-Dama, é urgente regenerar o agro-negócio, dotando as comunidades de maiores capacidades, aumentando o investimento no meio rural, bem como a diversificação das modalidades de financiamento, tendo como base o micro-crédito.

“A Agenda 2063 da União Africana, a África que Queremos, estabelece que até 2030, pelo menos, 30% das mulheres deverão ter posse de títulos de propriedades”, lembrou.

Ana Dias Lourenço defendeu, por outro lado, o acesso ao registo de propriedade rural para, tornando-o mais acessível ao cidadão, principalmente às populações do meio rural, com pouca instrução, para facilitar o seu acesso ao crédito.

Pobreza extrema no meio rural

A Primeira-Dama considerou que em Angola a incidência da pobreza extrema não difere muito entre mulheres e homens, estando em torno dos 40,2% para as mulheres e 40,8 para os homens.

A pobreza extrema na zona rural, prosseguiu, é três vezes superior à da área urbana, sendo os maiores níveis registados nas províncias do Cuanza-Sul, Lunda-Sul, Huíla, Huambo, Uíge, Bié, Cunene e Moxico. Paradoxalmente, disse, as referidas províncias são as que têm um elevado potencial agro-alimentar.