Governo aprova Plano de 91,2 mil milhões Kwanzas para acelerar a agricultura no País

Mais de 91,2 mil milhões Kz serão aplicados, este ano, para duplicar a produção de cereais, de dois para quatro milhões de toneladas, além de dinamizar a pesca no País. Os valores constam de um plano aprovado ontem pela Comissão Económica do Conselho de Ministros.

Luanda /
25 Jun 2020 / 11:18 H.

O País quer, a curto prazo, apressar o passo para a melhoria da segurança alimentar e nutricional, por via do aumento a produção agropecuária. Nos próximos dois anos, o Executivo prevê aplicar 150,5 mil milhões kz para acelerar a produção agrícola e piscatória e abranger dois milhões de famílias.

O País quer, a curto prazo, apressar o passo para a melhoria da segurança alimentar e nutricional, por via do aumento da produção agropecuária, da pesca e aquicultura, para proporcionar o aumento do número de empregos, do rendimento das famílias, crescimento económico, consequente diversificação das exportações e substituição das importações.

Para tal, a Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou, ontem, em Luanda, na 6ª reunião ordinária, o Plano Integrado de Aceleração da Agricultura Familiar, um instrumento que pretende, na essência, evitar em definitivo a dependência do país a produtos alimentares importados.

Deste montante, 60.8 mil milhões Kz deverão ser financiados pelo Orçamento Geral do Estado (OGE) e 30.4 mil milhões Kz pelo sector privado, através da operacionalização das linhas de crédito disponíveis, como a do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura (FADA), FADPA e FDCA.

Além disso, conta-se, também, com as linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA)

Para os próximos dois anos, o plano prevê gastar mais de 300 mil milhões kz, sendo 150.5 mil milhões Kz para cada ano, dos quais 100 mil milhões Kz deverão ser financiados pelo OGE e 50.5 mil milhões Kz pelo sector privado, através da operacionalização das linhas de crédito do FADA, BDA “e outras”, de acordo com um documento a que o Jornal de Angola teve acesso.

Com o plano, de carácter imediato e integrado, o Executivo prevê assistir, de forma directa mais de 1,5 milhões de famílias em 2020, 1,7 milhões em 2021 e 1,9 milhões de famílias em 2022. A assistência será técnica e financeira, disponibilização de sementes, fertilizantes, instrumentos de trabalho e pequenos equipamentos agrícolas.

Deste modo, o País pretende sair de dois milhões de toneladas de cereais para quase quatro milhões de toneladas.