Executivo cumpre metas acordadas com FMI

O Executivo cumpriu, até Junho do ano passado, a meta mínima de despesas sociais acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), situação que lhe valeu o reconhecimento positivo da instituição e o mais recente desembolso financeiro de 487,5 milhões USD.

Luanda /
20 Jan 2021 / 16:28 H.

Estes dados foram apresentados ontem, em Luanda, no esclarecimento oficial do Ministério das Finanças, relativos à quarta avaliação ao país da Linha de Financiamento Ampliada (EFF, na sigla em inglês) realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Osvaldo Victoriano João, citado pelo jornal de Angola, referiu, que das seis metas previstas, para o período de Abril a Junho, foram, integralmente, cumpridas cinco e solicitado o adiamento de uma, relacionada com o pagamento de atrasados externos.

Segundo Osvaldo João, em Dezembro de 2018, foi aprovado o programa de financiamento "EFF" pelo Conselho Executivo do FMI na sequência de uma solicitação do Executivo angolano.

“O "EFF", alinhou como objectivo a promoção da assessoria ao Executivo no processo de implementação das Reformas Económicas previstas no Plano de Estabilização Macroeconómica e alinhadas com os objectivos previstos no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022”, lê-se no Jornal de Angola.

“O FMI aprovou a quarta revisão do programa EFF para Angola com base na apreciação positiva do quadro macroeconómico do País bem como das políticas e reformas em implementação. Com a aprovação da quarta revisão, Angola recebeu mais um desembolso, situando o valor global já recebido em cerca de 2,9 mil milhões USD”, referiu Osvaldo João.

O responsável lembrou que o Fundo elogiou o Governo pela resiliência demonstrada perante os impactos causados pela pandemia, reconhecendo o comprometimento das autoridades na implementação das políticas incisivas para combater os choques externos, em particular a queda estrutural do preço do petróleo.

“O FMI destacou, os êxitos da reformulação do perfil do serviço da dívida e a adesão à iniciativa da suspensão do serviço de dívida promovidos pelos países do G20, opções que concedem uma folga de tesouraria ao Estado”, concluiu.