Diamantino Azevedo convida empresários para investimentos no sector mineiro

“Chegou a hora de os africanos assumirem a responsabilidade e encontrarem soluções para os nossos problemas. O nosso povo nos confiou esses cargos ministeriais para enfrentar os desafios de desenvolvimento económico”.

Angola /
12 Mai 2022 / 11:05 H.

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, convidou as empresas de exploração, mineração e prestadores de serviços relacionados a investirem em Angola, durante o encontro intergovernamental, à margem do Indaba Mining, Cape Town, quarta-feira, 11, na África do Sul.

O evento realizado sob o tema “as últimas actualizações legislativas, oportunidades emergentes e desenvolvimento contínuo: desafios regionais e perspectivas de colaboração entre os países”.

Na apresentação, o ministro disse que no continente africano, os ministros dos recursos minerais carregam as esperanças e aspirações de uma melhor qualidade de vida “para o nosso povo”, especialmente as comunidades afectadas pela mineração.

“Como ministros, não ousamos e não podemos falhar com nosso povo”, disse, explicando que por muitos anos, culpamos as forças externas pelos problemas africanos, assinalou.

“Chegou a hora de os africanos assumirem a responsabilidade e encontrarem soluções para os nossos problemas. O nosso povo nos confiou esses cargos ministeriais para enfrentar desafios de desenvolvimento económico. Esta riqueza mineral não é uma maldição, mas uma bênção. Só é uma maldição se a administrarmos mal”. Por isso, prosseguiu, “somos chamados a ser os melhores administradores das riquezas minerais que a terra concedeu ao continente africano”.

Descreveu ainda que ao longo dos últimos anos, “temos discutido em vários fóruns sobre mudanças climáticas e transição energética”. Em 2020, em um relatório intitulado Mineral for Climate Action: The Mineral Intensity of the Clean Energy Transition, o Banco Mundial descobriu que “a produção de minerais, como grafite, lítio e cobalto, poderia aumentar em quase 500% até 2050, para atender à crescente demanda por tecnologias de energia limpa.”

Muitos desses minerais críticos ou de bateria, explicou, são encontrados e extraídos no continente africano.

“A África continuará a ser um mero espectador no desenvolvimento da tecnologia de transição energética que depende de minerais de origem africana”?, questionou.