Coordenadora da ONU em Angola apela maior valorização dos vendedores

Zahira Virani referiu que grandes segmentos da população ainda continuam excluídos do sistema financeiro, em particular, os trabalhadores informais, que são “uma vasta força económica e uma considerável fonte de emprego.

Angola /
01 Jun 2022 / 10:15 H.

Reconhecer e valorizar vendedores informais como agentes activos da economia é crucial, mas não suficiente para gerar mudança nas suas vidas, afirmou a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, durante o Fórum de Inclusão Financeira para o Desenvolvimento que teve lugar ontem, em Luanda.

Zahira Virani, que discursava na sessão de abertura do evento referiu que apesar dos avanços na agenda de inclusão financeira no País, grandes segmentos da população ainda continuam excluídos do sistema financeiro, em particular, os trabalhadores informais, que são “uma vasta força económica e uma considerável fonte de emprego em Angola”.

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher disse na cerimónia que as estatísticas indicam a necessidade de haver maior empenho de Angola no reforço das acções de empoderamento da mulher.

Faustina Alves de Sousa sublinhou que empoderar as mulheres é uma prioridade para se alcançar os objectivos na redução dos índices de pobreza, referindo que dados do Censo populacional de 2014 indicam que 52% da população angolana é feminina e 53% economicamente activa também são mulheres.

Segundo a governante, o ministério que tutela, em parceria com o Ministério da Economia e Planeamento, desenvolve políticas que promovem o desenvolvimento sustentável da mulher, igualdade e equidade de género, capacitando mulheres nomeadamente no agronegócio e na pesca.

Em 2021, segundo Faustina Alves de Sousa, o protocolo de parceria no domínio da literacia financeira assinado entre o seu ministério e o Banco Nacional de Angola permitiu realizar 105 acções de educação financeira, com um registo de 2.737 participantes, maioritariamente jovens mulheres, organizadas por grupos sociais, em 14 províncias do País.

A ministra destacou igualmente campanhas de sensibilização em oito províncias, que resultou na abertura de 1 020 contas bancárias simplificadas, incluído a “Banquita” e atribuídos 154 cartões multicaixa.