Consultora Economist prevê recessão de 1,2% este ano em Angola

Apesar da revisão em baixa, a consultora já estima um regresso ao crescimento no próximos três anos, antecipando uma expansão média de 3,1% entre 2021 e 2023

08 Mar 2020 / 10:44 H.

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) reviu em baixa a previsão de crescimento da economia de Angola, antecipando agora uma recessão de 1,2% este ano devido à queda da produção de petróleo no país.

“As perspectivas económicas imediatas de Angola continuam fracas, com a recessão de quatro anos a prolongar-se por mais um ano em 2020”, lê-se na análise periódica feita à economia angolana.

No relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist escrevem: “A produção de petróleo, estimada pelo Governo em 1,389 milhões de barris por dia em 2019, abaixo do limite estipulado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo de 1,481 milhões de barris diários, continua a cair devido à maturação dos campos e à falta de investimento dos últimos anos”.

Esperamos que a produção de petróleo continue a cair este ano furto da manutenção desta dinâmica, por isso projectamos que o PIB real se vá contrair em 1,2%, furto da queda das exportações e das baixas receitas petrolíferas, que pesam na despesa pública ao mesmo tempo que as condições restritivas de crédito limitam o investimento e o consumo das famílias”, acrescentam.

Para os próximos anos, no entanto, a EIU já estima um regresso ao crescimento, antecipando uma expansão média de 3,1% entre 2021 e 2023, “motivada pelo regresso ao crescimento dos estores da agricultura, minas, construção, manufactura e serviços, alavancados na melhoria da política monetária e no apoio governamental à economia não petrolífera”.

Para 2024, furto dos concursos de exploração petrolífera entretanto lançados, a EIU estima que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 5,9% devido ao aumento da produção de petróleo e ao consequente impacto nas finanças públicas e na capacidade do Governo estimular a actividade económica.