Comercialização de café cai 80% devido a COVID-19

A comercialização de café pela Angonabeiro caiu entre 75% a 80%, o que fez com que a empresa reduzisse a sua produção, em função da queda que se regista nas vendas, informou Jorge Ribeiro director fabril da empresa líder de mercado de cafés torrados em Angola.

China /
10 Ago 2020 / 13:29 H.

“Neste momento estamos a produzir os nossos produtos com bastante dificuldade. Sabemos que o Estado angolano se tem empenhado na criação de condições para desenvolver e apoiar o sector, mas ainda não é satisfatório”, disse João Ribeiro, que destaca o impacto positivo do café no desenvolvimento do País. Para aquele director, não se deve apenas falar da sua transformação, devem ser referidos também o seu desenvolvimento a partir do cultivo, onde reside o grande problema.

Refere que o cultura do café é uma actividade que para o seu progresso depende muito do controlo, começando pela plantação, limpeza e dos cuidados de desinfecção das bactérias que se desenvolvem ao longo dos anos. “Há ainda o processo de colheita, secagem e descasque antes do produto ser canalizado às fábricas que fazem a transformação do material, sem esquecermos o processo de exportação. Portanto, é uma cadeia de trabalho que carece muito de apoio do Estado e não só”, declara.

Jorge Ribeiro, alegou que actualmente a maior parte das pessoas não aderem muito aos serviços do campo, pois preferem trabalhar nas vilas e cidades e o café exige muito trabalho. Explica, por exemplo, que para manter a qualidade que se quer do produto é necessário realizar no mínimo três campanhas de limpeza, colheita e depois um processo de poda para que haja uma renovação das plantas logo a seguir caso contrário no ano seguinte não há evolução.

Por outro lado, Miguel de Carvalho, director geral da Angonabeiro, lembrou que este ano a companhia deu início a exportação de café para outros mercados como o europeu “e temos vindo a crescer e com ambições na exportação da marca nacional Ginga”, frisa referindo que já têm contactos avançados para o início do processo de exportação de café para a China e Estados Unidos da América em breve. Presente no mercado angolano desde 1998, a Angonabeiro se dedica a compra, transformação e venda de café. Conta três marcas, nomeadamente Delta Cafés, que é a marca internacional do grupo, Delta Q, em cápsulas de café e a Ginga Café, que é produzida a partir do café nacional.