Angola apresenta relatório dos ODS

Angola apresenta, em Julho deste ano, nas Nações Unidas, o relatório voluntário da implementação dos 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 20/30, em execução no País desde 2018, anunciou recentemente, em Luanda, o ministro da Economia e Planeamento.

Luanda /
16 Abr 2021 / 14:13 H.

Sérgio Santos, que falava num seminário de avaliação do primeiro esboço do documento, afirmou que na qualidade de membro do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (CES-ONU), desde 2018, por um mandato de três anos, Angola apresenta o estado da situação da execução dos 17 ODS no País.

Para o dirigente, a apresentação desse documento na Assembleia-geral da ONU, configura um desafio nobre para o País, por ser a primeira vez, além do facto de ser um objectivo nacional. O ministro disse que Angola elegeu, como prioridade dos 17 pontos, a erradicação da fome, da pobreza extrema, garantia de educação para todos e igualdade de género, como metas iniciais.

O economista sénior do Gabinete da coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Andrea Antonelli, afirmou que a organização acompanha os esforços do Governo no cumprimento da agenda 20/30 dos ODS, declarando apoio a esse processo, com ferramentas adicionais e específicas. "É fundamental continuar a se investir nas áreas chaves, apesar das dificuldades impostas pela crise económica mundial e da pandemia, para melhorar as questões sociais e económicas das populações”, apelou.

O especialista em Gestão de Projectos da União Europeia Paulo Costa Leitão apontou, em declarações ao Jornal de Angola, entre os desafios em que as acções em Angola devem ser reforçadas, o cumprimento dos compromissos da Abuja, que orientam afectação de 15% do Orçamento Geral do Estado para os sectores da Saúde e Educação. Entre os indicadores a melhorar figura, ainda, o combate à fome e à pobreza, preservação do meio ambiente, conservação da água, rios, mares e os solos e outros, em matéria de vias de comunicação, portos e aeroportos.

António Pombal, directora nacional para Integração, Cooperação e Negócios Internacionais do Ministério de Economia e Planeamento, reconheceu à nossa reportagem a existência de indicadores que ainda não foram analisados, o que vai implicar algum trabalho para obtenção do gráfico que vai demonstrar a situação real prevalecente no País.