Quénia: Método inovador ajuda a identificar violadores sexuais

Activista e investigadora desenvolveram método para ajudar mulheres a identificar mais facilmente os agressores sexuais. Muitas vezes os violadores não são condenados por falta de provas. E Wangu Kanja quer mudar isso.

10 Set 2019 / 12:14 H.

No Quénia, uma activista e uma criminologista desenvolveram testes de ADN que permitem que uma vítima de violação identifique facilmente o agressor. Em vez dos médicos, as amostras de ADN podem ser recolhidas pelas próprias vítimas. Nos últimos anos, a violação tornou-se uma arma de guerra em muitos conflitos. A violência sexual cotidiana é alarmante em muitos países africanos - e não apenas em regiões em crise.

Eram 10 da noite quando Wangu Kanja foi violada. Estava dentro do carro, em Nairobi, a capital do Quénia, com amigos, quando de repente quatro homens armados abriram a porta do carro, ameaçaram-na e entraram. Foram até um multibanco e dois dos homens levantaram dinheiro com os cartões de crédito roubados. Os criminosos deixaram os amigos de Wangu irem embora. E ela ficou sozinha.

Tinha 27 anos. Depois dessa noite negra começou a beber e ficou deprimida. Não sabia como lidar com o trauma, até que três anos depois fundou uma organização não-governamental para ajudar vítimas de violência sexual no Quénia.

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