Elite angolana é conivente com o racismo em Angola, diz Domingos da Cruz

O investigador e escritor Domingos da Cruz colocou no mercado a sua mais recente obra intitulada “Racismo – O machado afiado em Angola”, com a qual pretende provocar um debate sobre o tema que, para ele, é actual, mas tabu no país.

Angola /
13 Ago 2019 / 12:37 H.

A obra aponta o dedo à elite governativa que, para ele, interessa manter esse nível de racismo em Angola.

Com uma breve imersão nas razões históricas do racismo, da evangelização à colonização, o investigador e escritor evoca também a etiologia da questão, numa obra que tem por base pesquisas e entrevistas, essencialmente na Angola pós-colonial.

A opção por trazer um tema antigo mas actual prende-se com a necessidade de “provocar um debate sobre o tema e mudar atitudes”.

Para ele, os exemplos de racismo na Angola de hoje abundam.

Domingos da Cruz vê um racismo de tal forma enraizado em Angola, “ao ponto dele atacar as várias camadas sociais e económicas”.

Na obra, aquele investigador aponta o dedo à elite governativa que, para ele, “se acomodou e uniu-se aos que cometem esse crime”.

O livro tem a chancela da editora RCP Edições.