MPLA corre contra ‘‘corrupção institucionalizada’’ em Angola

O MPLA, partido no poder em Angola, aproveitou as suas segundas jornadas partidárias, na última semana, para reforçar o compromisso com o combate à corrupção, quando analistas alertavam para um fenómeno institucionalizado até mesmo pela Constituição da República.

Angola /
09 Out 2019 / 14:28 H.

Num momento em que assume a corrupção como um ‘’cancro’’ capaz de destruir gerações futuras, o partido liderado por João Lourenço é forçado a riscar o acórdão que afasta os deputados da fiscalização dos actos do Executivo angolano.

Na província do Huambo, convicta de que há uma doença que pode destruir o país e as suas ambições, a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, fez saber que a luta é extensiva à impunidade.

‘’O futuro de Angola, dos nossos filhos e netos depende das boas práticas de governação, depende da transparência na gestão. Quer dizer que os agentes da administração pública, da justiça e os políticos devem estar sob escrutínio da sociedade e cidadania’’, apela Damião

Já em Benguela, num debate promovido pela organização Omunga e a Associação Justiça, Paz e Democracia, o jurista Sérgio Raimundo, a propósito da corrupção, associava o fenómeno à Constituição da República.