Lukamba “Gato” não responde aos apelos que diz ter recebido para concorrer à liderança da UNITA

Depois de ter admitido de que era um “candidato natural” à liderança da UNITA, o general Paulo Lukamba “Gato” decidiu não avançar com a sua candidatura apesar de fontes próximas dele terem admitido à imprensa que ele iria fazer a entrega do processo.

Angola /
08 Out 2019 / 16:04 H.

Entretanto, em nota endereçada a “militantes, amigos e simpatizantes” no final do dia, ele revelou ter tomado “a decisão de apenas cumprir com o dever estatutário de eleitor activo, ideologicamente assumido”.

Depois de se referir à história da UNITA, “sob a ímpar, visionária e corajosa liderança do presidente fundador e timoneiro, o dr. J. M. Savimbi”, o general lembrou o seu percurso nas “duas viragens fundamentais na história do nosso país, nomeadamente a Independência Nacional em 1975 e a institucionalização do Estado democrático de direito e economia de livre empreendimento em 1992”.

Paulo Lukamba “Gato” também recorda os momentos vividos após a morte de Savimbi e do vice-presidente António S. Dembo, quando a “UNITA, no quadro global da vida do nosso país, colocou sobre os nossos ombros e na nossa consciência a imensa responsabilidade de dirigir o partido no seu formato integral”.

O general também lembra as tentativas de chegar à presidência do partido para citar os apelos recebidos agora.

“Temos sido, durante os últimos três anos e com maior ênfase desde Dezembro de 2018, alvo de genuínos, sinceros e vibrantes encorajamentos provenientes de vários sectores do partido bem como da sociedade angolana em geral, com vista à nossa recandidatura a presidente da nossa UNITA”, escreveu Lukamba “Gato”, para quem “a candidatura a presidente do partido, no caso a UNITA, é uma decisão ideologicamente fundamentada, politicamente compartilhada de forma ampla e sólida para a unidade em torno do programa do Partido, por Angola”.