Justiça vai investigar legalidade dos contratos dados à Odebrecht

MPF anuiu à solicitação de congénere angolana, PGR, tendo garantido que as provas recebidas jamais seriam usadas para outros fins e nem sequer os benefícios atribuídos a alguns implicados no processo seriam retirados.

Angola /
08 Set 2019 / 14:46 H.

Angola foi destino de parte do dinheiro obtido ilicitamente por empresas estatais e empreiteiras brasileiras, concluíram as investigações da Polícia Federal, Mistério Público Federal (MPF) e Receita Federal do Brasil

(RF), no âmbito da operação Lava Jato.

As três instituições públicas da República Federativa do Brasil, pelas investigações realizadas ( Julho de 2016), obtiveram indícios bastante para concluir que uma das principais redes de lavagem e branqueamento de capitais estava instalada em Angola.

Angola transformara-se num paraíso fiscal, aprovisionado com dinheiro oriundo da corrupção brasileira, apontam as investigações da PF, que também descobriu transacções financeiras consideradas fraudulentas em Moçambique e Nigéria.

Os órgãos judiciários do Brasil também descobriram que a construtora Odebrecht, uma das mais visadas na

operação Lava Jato, corrompia as instituições do Estado para serem adjudicadas obras públicas tidas milionárias.

Este procedimento da construtora brasileira ocorria em todos países em que operava.

De acordo ainda com as conclusões da PF e MPF, a Odebrecht estava envolvida (com políticos) em casos de sobrefacturação de obras públicas no Brasil e no estrangeiro. Alan García, ex-presidente do Perú, suicidou-se (alvejou-se na cabeça) após saber que foi descoberto o envolvimento em esquema de corrupção com a empresa de Emílio Odebrecht.

Para além de Alan García, mais quatro ex-presidentes do Perú são mencionados nas investigações efectuadas pelos órgãos judiciários brasileiros e peruanos, que têm recebido auxílio técnico dos EUA, que também investiga as operações financeiras da sociedade brasileira, ligada a engenharia civil.

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