Adalberto Costa Júnior defende transição geracional na UNITA

O candidato à liderança da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defende transição geracional naquela formação política porque “hoje todos os partidos políticos estão sob uma forte pressão da sociedade”.

Luanda /
08 Nov 2019 / 11:02 H.

Adalberto Costa Júnior é um dos cinco concorrentes ao cadeirão máximo da UNITA no âmbito do seu XIII (décimo terceiro) Congresso Ordinário da UNITA, maior partido de oposição em Angola, marcado para este mês de Novembro entre os dias 13, 14 e 15, em Luanda. “As personalidades que assinaram o manifesto de apoio a Adalberto Júnior referem objectivamente que ‘é chegado o tempo de promover uma liderança mais jovem que projecte o partido para o futuro”, defendeu.

Questionado se está preparado para lutar contra o alegado tribalismo na UNITA, Adalberto Costa Júnior recusa veementemente o chavão assegurando que na “UNITA estão representados quadros oriundos de todo o País, de Cabinda ao Cunene, do mar ao Leste”, recorrendo ironicamente a figura “mosaico colorido de culturas” para demonstrar a diversidade dos “povos da nossa bela Angola”.

Para uma Angola voltada na boa governação, quiçá, em África, o também presidente do grupo parlamentar da UNITA, defende reformas da Constituição, do sistema eleitoral, passar a eleição directa do Presidente da República, proceder à aprovação de símbolos nacionais distintos dos partidos políticos e “promovendo a unidade e coesão nacional”. “Temos de tornar a gestão do banco central independente do executivo, para poder regular adequadamente o sistema bancário. Nós precisamos de proceder a uma reforma do Estado: despartidarizá-lo, entre outras medidas urgentes”, afirmou, numa alusão de que “é pela falta destas medidas que mesmo alguns bons programas não têm resultados positivos, porque são aplicados num Estado desajustado”.

O político acredita que é possível transformar a UNITA numa verdadeira “máquina” capaz de retirar a hegemonia do partido no poder, o MPLA.

Para tal, Adalberto Costa Júnior tem certeza de duas coisas: Estar próximo do cidadão e a satisfação do interesse público. “Estar cada vez mais próximo do cidadão, ganhar a sua confiança através de uma permanente acção inovadora dirigida á satisfação do interesse público. Liderando uma frente democrática para a alternância do poder”, anuiu.

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