O País social na visão do MPLA e da UNITA

Bureau Político do MPLA está atento à execução das principais tarefas incumbidas ao Executivo, a quem orientou o cumprimento escrupuloso das acções constantes do programa de governação, tendo em vista a melhoria das condições de vida dos angolanos.

Luanda /
06 Set 2019 / 10:04 H.
António Pedro

O órgão do partido governante, que realizou a 2ª reunião ordinária, foi perspicaz ao abordar a questão das privatizações no sector empresarial público, por ser uma peça importante para a dinamização da iniciativa privada e o aumento da produtividade da economia nacional. Na última semana mostramos neste espaço consequências negativas deste mesmo processo.

Apesar da abertura que se pretende implementar na economia, o BP está preocupado com a defesa do interesse nacional, o que levaria o Executivo a ter em linha de conta os aspectos ligados à soberania económica do País e à salvaguarda dos direitos e garantias constitucionais dos trabalhadores nas empresas em vias de privatização. Com isto, o BP mostra que o “ême” é um partido com sentido de Estado, embora algumas organizações políticas e da sociedade civil tenha outra opinião, pela forma como Angola foi administrada até à entrada do Presidente João Lourenço que tem a árdua missão de relançar uma economia em crise estrutural. O sistema educativo e a formação de quadros também consta das preocupações do BP, o que prevê analisarmos a preocupação do partido dos camaradas em melhorar o índice de desenvolvimento humano, indicador considerado baixo à luz dos últimos relatórios tornados públicos. A agenda da 2ª reunião ordinária do BP demonstra, também, que o partido dos camaradas está coeso e encoraja o seu presidente a continuar à luta contra a corrupção, bajulação e o nepotismo.

As grandes preocupações do Estado também mereceram a observação crítica da UNITA, a segunda maior força política angolana. Sob orientação de Isaías Samakuva, os maninhos estiveram reunidos, também nesta semana, em Luanda. Olhando para o País, o partido do Galo Negro bateu-se pela melhoria da justiça social, temas que levam a reflectir, desapaixonadamente, o desempenho do Executivo. Ainda que se queira negar, a UNITA apresenta ideias alternantes de poder.

Aos olhos da UNITA, o combate contra corrupção deve ser mais enérgico. O congresso da UNITA é um tema que vai provocar uma forte luta política partidária por causa da alteração dos estatutos, quanto à limitação ou não do mandato do presidente.