Batalha de Kangamba (II)

O batalhão 66 foi quase dizimado pelas minas que cercavam o aeroporto: o líder da UNITA lamentou a morte de 73 indivíduos.

26 Ago 2019 / 09:27 H.
Patrício Batsikama

Foi assim activado outros batalhões para neutralizar as minas e limpar as trincheiras. Sob égide do comandante “Eco”, as FALA conseguiram impedir as FAPLA à qualquer socorro terreste condenando-as a fome e total isolamento: esperava-se, desta maneira, haveria alguma rendição das FAPLA que tinham poucos meios para sobreviver. Mas a resistência das FAPLA surpreendeu e atrasou as acções operativas ao ponto de dificultar coordenar os resultados tácticos na real tomada da região. No dia seguinte, a UNITA terá utilizado as bombas nepalm sul-africano como forma de forçar a sua entrada na vila. Mas, sem reconhecimento completo, identificou um nível de insegurança preocupante: a presença considerável dos militares cubanos e estes últimos comunicavam com Fidel Castro. No sétimo dia, os MIG 17 pilotados pelos cubanos reoxigenaram as FAPLA. Tony Weaver fez um resumo desta batalha com informações interessantes realçando as bases de apoio da SADF situadas em Xangongo, Evale, Ondangwa e Oshakati.

Geralmente, a UNITA interpreta essa Batalha de três maneiras. A primeira consiste em enaltecer a bravura das FALA. A segunda maneira é, essa batalha – embora não tenha alcançado os resultados esperados – permitiu as FALA identificar outros formatos operacionais que eram necessários para acções posteriores. A terceira interpretação foi de testar os paradigmas decididos no V Congresso, na dinamização e redefinição estratégica das FALA. A isso tudo, a UNITA informava que tinha na sua posse cerca de 165 prisioneiros, embora tenha perdido 63 guerrilheiros e 200 outros estariam desaparecidos.

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