TAP concretiza maior operação em Bolsa desde 2012 no valor de 200 milhões de euros

A dona da companhia aérea nacional divulgou esta quarta-feira à tarde os resultados da oferta pública de subscrição das “Obrigações TAP 2019-2023”. O Jornal Económico sabe que a TAP quer captar mais 350 a 400 milhões de euros em futura abertura de capital.

19 Jun 2019 / 17:42 H.

A TAP concretizou esta quarta-feira a maior operação em Bolsa desde 2012 no valor de 200 milhões de euros. Mais de 50% da operação – na qual estiveram envolvidos cerca de 5.000 investidores – foi feita por captação de investidores particulares, o que mostra o interesse que a emissão suscitou junto dos investidores em geral.

O investimento médio dos particulares é de 20 mil euros por investidor, e a maturidade da dívida passa de oito meses para quatro anos e seis meses. A procura superou em 8,12 vezes o montante inicial em oferta no segmento geral.

O Jornal Económico sabe que a TAP quer captar mais 350 a 400 milhões de euros em futura abertura de capital.

A transportadora aérea nacional divulgou esta esta tarde os resultados da oferta pública de subscrição das “Obrigações TAP 2019-2023”, numa sessão especial na sede da Euronext Lisbon, na Avenida da Liberdade.

O prazo de subscrição ao empréstimo obrigacionista lançado pela TAP, dona da companhia aérea TAP Air Portugal, terminou às 15 horas desta terça-feira. A empresa luso-brasileira colocou 200 mil obrigações e pretendia angariar 200 milhões de euros, com a maturidade até 2023 e a oferecerem uma rentabilidade de 4,375% por ano. Cada obrigação valia, assim, um euro.

Com esta emissão de dívida, lançada no passado dia 3 junho, a TAP pretendia inicialmente levantar 50 milhões de euros, mas, na passada sexta-feira, a empresa detida maioritariamente pela Parpublica, holding do Estado português, e pela Atlantic Gate, do empresário brasileiro David Neeleman, decidiu aumentar o valor da oferta pública de subscrições para 200 milhões.

O chairman da TAP, Miguel Frasquilho, que foi nomeado pelo accionista Estado, disse ao Jornal Económico, no início deste mês, que este empréstimo obrigacionista destina-se a financiar a “actividade corrente, como em qualquer empresa”, e permitirá “alongar a maturidade da nossa dívida, portanto é interessante em termos de gestão de balanço”.

A organização, montagem e colocação esteve a cargo dos seguintes bancos: Haitong, Activo Bank, Banco Best, Montepio, Banco Carregosa, Bankinter, CaixaBI, CCCAM, Caixa Geral de Depósitos, Haiton, Millennium bcp e Novo Banco. A operação contou com o apoio jurídico das sociedades de advogados PLMJ e Vieira de Almeida.