“Não vamos gastar mais dinheiro com esse tipo de jornal”. Jair Bolsonaro veta ‘Folha de São Paulo’

Medida é semelhante à tomada pela Casa Branca na semana passada, quando o Presidente Donald Trump decidiu terminar com as assinaturas dos diários New York Times e Washington Post e acabar com a sua distribuição na sede da presidência dos EUA e nas agências governamentais.

Brasil /
01 Nov 2019 / 11:49 H.

O Presidente do Brasil anunciou que os órgãos governamentais vão deixar de assinar e distribuir a Folha de São Paulo, o jornal de maior circulação no país, e ainda advertiu os anunciantes, num novo confronto com a imprensa.

“Determinei que todo o Governo federal rescinda e cancele a assinatura da Folha S. Paulo. A ordem que eu dei [é de que] nenhum órgão do meu Governo vai receber o jornal aqui em Brasília. Está determinado”, disse Jair Bolsonaro, citado pela imprensa local.

“Não vamos gastar mais dinheiro com esse tipo de jornal. E quem anuncia na Folha S. Paulo presta atenção, está certo?”, advertiu o chefe de Estado.

A medida é semelhante à tomada pela Casa Branca na semana passada, quando o Presidente Donald Trump decidiu terminar com as assinaturas dos diários New York Times e Washington Post e acabar com a sua distribuição na sede da presidência dos EUA e nas agências governamentais.

Desde a campanha eleitoral, que o levou a vencer as eleições em outubro de 2018, Bolsonaro tem mantido um confronto aberto com os principais meios de comunicação do Brasil, como a TV Globo ou a revista Veja.

Em comunicado, a Folha lamentou “mais uma atitude abertamente discriminatória” do Presidente e prometeu prosseguir com o jornalismo “crítico e apartidário que a caracteriza”.

Na terça-feira à noite, a partir da Arábia Saudita, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais durante o qual descreveu a Globo como “canalha”, culpando os ‘media’ de ter ligado o seu nome ao assassínio da ativista e vereadora Marielle Franco, em março de 2018.

Na quinta-feira, a procuradora do Ministério Público do Rio de Janeiro Simone s afirmou que o porteiro que citou Jair Bolsonaro, no depoimento acerca do assassínio de Marielle, “mentiu”.