Hong Kong entra em recessão económica pela primeira vez em 10 anos

Este clima de instabilidade política e social está a minar a reputação de estabilidade e segurança de Hong Kong e está a repercutir-se na indústria do turismo, do comércio e na do entretenimento.

China /
31 Out 2019 / 16:36 H.

Os números revelam uma contracção bastante acentuada que segue a queda de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB), entre Abril e Junho. Segundo a “Bloomberg”, este é o maior derrape desde 2009, após a crise financeira global. Estes dois períodos consecutivos de crescimento negativo significam que Hong Kong entrou em recessão técnica.

“Francamente, não há espaço para optimismo”, confessou Carrie Lam, chefe-executiva de Hong Kong, esta quinta-feira numa feira de negócios da região, quando questionada sobre os dados preliminares económicos.

De acordo com o governo “incidentes sociais” (manifestações e guerras comerciais) deste ano contribuíram para a sua deterioração. Para além da recessão, prevê-se também que o investimento privado seja afectado pelos confrontos cada vez mais violentos entre manifestantes e polícia.

O debate económico agora está focado em saber quanto tempo durará a recessão e se a guerra comercial entre os EUA e a China e as manifestações causaram danos duradouros. Na semana passada, o secretário para as Finanças de Hong Kong, Paul Chan, alertou que era “muito provável” que a cidade terminasse o ano em recessão.

A economia da cidade tem mostrado o mais fraco dos vislumbres positivos desde o inicio dos protestos neste verão, impactando também o turismo e o comércio. O número de visitantes aquela região caiu 37% no terceiro trimestre, informa a “Bloomberg”.

Hong Kong prepara-se para entrar na 22º semana consecutiva de protestos, agora focados na interferência de Pequim na região.