Estados Unidos querem alinhamento com a União em relação à Venezuela

A Casa Branca quer uma resposta alinhada entre a União Europeia e os Estados Unidos para o problema da Venezuela, não só do ponto de vista político, mas também no que tem a ver com a “questão humanitária” dos “mais de 4,5 milhões de venezuelanos que se encontram refugiados” no sub-continente sul-americano.

11 Set 2019 / 10:43 H.

Elliott Abrams, representante especial do governo de Donald Trump para a Venezuela, disse em ‘conference call’ a que o JE assistiu que “há cerca de quatro milhões e meio de refugiados que realmente estão em todo o hemisfério, mas particularmente na Colômbia, Peru e Equador e sabemos que o povo venezuelano está a sofrer muitos abusos dos direitos humanos”.

Abrams recordou que “a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, fez um relatório sobre os abusos dos direitos humanos na Venezuela, que incluem milhares de assassinatos extrajudiciais. Pedimos à União que se junte a nós para manter a pressão sobre o regime”.

Para a Casa Branca, a crise da Venezuela tem impacto em termos económicos e de refugiados, mas também em questões paralelas, como é o caso “do tráfico de narcóticos e das actividades de guerrilha – as FARC e o ELN”, para além da “questão da disseminação de regimes repressivos não-democráticos, em oposição à consolidação da democracia na região”.

Elliott Abrams afirma que “Maduro ordenou exercícios militares na fronteira; espero que seja apenas um ato político sem significado militar ou de segurança. E espero que as forças armadas da Venezuela não permitam que Maduro as leve a alguns riscos adicionais. Espero que eles não sejam loucos o suficiente para se envolverem em qualquer tipo de ataque à Colômbia. Certamente que, se isso acontecesse, a Colômbia teria o apoio total dos Estados Unidos”.

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