Esforços de Boris para impedir extensão do Brexit podem levá-lo à prisão

A imprensa britânica divulgou que o primeiro-ministro tem um novo ‘truque na manga’. Magistrados e especialistas jurídicos já alertam que Boris Johnson não está acima da lei, e que caso a lei de Benn não seja respeitada, o líder do Partido Conservador pode acabar preso.

11 Set 2019 / 10:23 H.

A segunda semana de derrotas para Boris Johnson não foi o suficiente para o fazer mudar de ideias. “Preferia morrer numa valeta”, afirmou aos jornalistas. “Eles [Partido Trabalhista] querem atrasar, mais uma vez, o Brexit”, contestou o primeiro-ministro. “Este Governo não irá adiar”, vincou, na noite passada, na Câmara dos Comuns antes do final de sessão.

Porém, esta teimosia já foi alertada por especialistas jurídicos e magistrados: Se o pedido de extensão não for cumprido e a lei de Benn for quebrada, um tribunal poderá ordenar o primeiro-ministro a fazê-lo. Se mesmo assim, ele recusar, Boris Johnson pode ser julgado e condenado.

Este domingo, o The Telegraph noticiou que Boris Johnson tem um plano B para evitar um novo adiamento do Brexit sem desobedecer à lei: fazer com que seja a União Europeia a recusar a extensão.

Os principais assessores de Johnson reuniram-se no mesmo dia para elaborar uma estratégia para contrariar os esforços do Parlamento de atrasar a saída do Brexit por mais três meses. De acordo com uma fonte do Governo britânico, ouvida pelo The Telegraph, o plano de Boris Johnson passa por entregar às instituições europeias, além da carta pré-formatada com o pedido oficial de adiamento do prazo, uma outra carta a explicar a posição do Governo sobre o tema.