Antigo Presidente egípcio enterrado discretamente e sob forte vigilância

O antigo Presidente egípcio Mohamed Morsi, que morreu na segunda-feira em tribunal, foi enterrado no Cairo numa cerimónia discreta e sob alta vigilância, depois de ter passado seis anos na prisão.

Egipto /
18 Jun 2019 / 12:57 H.

Algumas organizações de defesa dos direitos humanos pediram a realização de um inquérito sobre a morte do ex-Presidente, de 67 anos, detido desde a sua destituição, em julho de 2013, por Abdel Fattah al-Sissi, na altura líder do exército e actualmente Presidente do Egito.

A imprensa egípcia relata hoje o acontecimento de forma minimalista e alguns jornais nem sequer mencionam que Mohamed Morsi foi chefe do Estado durante um ano, entre 2012 e 2013.

Morsi morreu durante uma sessão em tribunal, onde estava a ser julgado por “espionagem”, tendo desmaiado quando estava a falar há 20 minutos de forma enérgica, relatou a televisão estatal.

“Foi transportado para o hospital, onde morreu”, disse uma fonte judicial citada pela cadeia televisiva Al-Jazeera.

Morsi tornou-se o primeiro Presidente democraticamente eleito do Egito em 2012, após a rebelião da Primavera Árabe em 2011 que terminou com o regime autocrático do Presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

Em Julho de 2013 foi deposto, na sequência de protestos massivos e um golpe de Estado militar.

O funeral foi feito durante a noite, num bairro cercado pela polícia, que verificou todos os veículos que passaram nas proximidades.

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