Luanda /
12 Ago 2019 / 16:57 H.

“Nós angolanas somos fortes e sabemos lidar com as dificuldades”

Margareth Carvalho, ou simplesmente Fénix, começou como fashion blogger e posteriormente evoluiu para fashion designer. “Aventureira” tem surpreendido cada vez mais com a mistura de técnicas que passam por juntar o pano africano ao cetim e a pedrarias, dando um je ne sais quoi às suas colecções, cuja mais recente tem um conceito cerimonial.

Fénix começou como Fashion blogger, a partir de que momento vira-se para a confecção de roupas?

Há cinco anos, a Margareth começou como Fashion blogger, mas com o passar do tempo fui-me descobrindo e decidi fazer roupas, foi como amor à primeira vista dei-me tão bem com a máquina de costura que nunca mais nos largamos. Portanto, sou Fashion designer há 4 anos. Sou eu que faz as roupas da Fénix.

O que a difere das demais estilistas?

A minha personalidade que consequentemente se reflecte nas minhas peças. Sou muito espontânea e diferente. Todo processo, desde a criação das peças aos vídeos, fotos, gestão de conteúdos, administração... Estão por minha conta, mas confesso que com a crescente expansão da Fénix sinto a necessidade de contratar pessoal.

Como consegue se equilibrar em meio de tarefas?

Não é fácil balançar, pois sou mãe, esposa e empreendedora. É muito difícil, principalmente quando a empresa começa a ganhar cada vez mais clientes. O segredo é manter a calma e priorizar o prioritário. Perde-se um pouco da vida social mas aos poucos vamos nos organizando.

O que a inspira?

As mulheres angolanas principalmente. Somos muito desenrascadas e sabemos lidar com as dificuldades com muito humor. Isso faz toda diferença.

Lançou recentemente uma nova colecção. Qual o conceito?

É uma colecção by Fénix mas desta vez com peças de cerimónias. Uma vez que faço muito pronto-a-vestir, desta vez me aventurei em sair mais uma vez da zona de conforto e fazer algo novo para mim e para a marca.

Onde são comercializadas as suas confecções?

As vendas são todas feitas online, pelo site ou pelas minhas redes sociais @fenixblogue.

Quando teremos a oportunidade de ter a marca Fénix comercializada e lançada em Angola?

A Fénix já é comercializada em Angola pelo método de entregas ao domicílio, as pessoas compram online e nós fazemos as entregas ao domicílio. Portanto, quando a Fénix faz um lançamento fica disponível automaticamente para o mundo inteiro, mas sim penso lançar no próximo ano uma colecção em Angola.

Nas suas campanhas também aparece como modelo...

No início ninguém aceitava vestir as minhas peças por isso tive de ser eu mesma a posar para a marca. Foi uma coisa tão natural que hoje as pessoas já estão acostumadas.

A partir de que momento começa a ter mais pessoas a pousarem para a marca?

A partir do momento em que as pessoas começaram a ver que o público aceita as minhas criações.

Nem sempre foi assim, mas actualmente trabalha essencialmente com pano africano. Vivendo na Europa não é de difícil aquisição?

Não, os panos vêem de Angola ou da Guiné, e as colecções ficam prontas em três meses.

Também desenha e costura para homens? Qual é o seu público-alvo?

Mulheres e homens de todas as idades.