União Europeia mobiliza 50 milhões de euros para combater a seca no Corno de África

Actualmente, cerca de 13 milhões de pessoas vivem em situação de necessidade de apoio alimentar de emergência. Número veiculados por Bruxelas, apontam que mais de quatro milhões de crianças estão “gravemente desnutridas”. Situação idêntica atravessam três milhões de mulheres grávidas e lactantes desnutridas.

Angola /
08 Ago 2019 / 09:39 H.

Para ajudar as populações afectadas pela seca na Somália, Etiópia, Quénia e Uganda, a Comissão Europeia aprovou alocar 50 milhões de euros em ajuda humanitária, foi anunciado esta quarta-feira, 7 de agosto. A ajuda humanitária na região do Corno de África visa, sobretudo, apoio alimentar de emergência e cuidados de saúde.

O Bruxelas justificou, em comunicado, a necessidade de apoiar estes países da região do Corno de África pela “prolongada seca que está a ter consequências devastadoras na disponibilidade de alimentos e nos meios de subsistência”.

O bolo de 50 milhões servirá para assegurar apoio alimentar de emergência, para responder às necessidades alimentares imediatas, para a prestação de serviços básicos de saúde e o tratamento da grave desnutrição, a melhoria do acesso a água potável e ainda a protecção dos meios de subsistência das famílias.

Ao disponibilizar 25 milhões para a Somália, 20 milhões para a Etiópia, três milhões para o Quénia e dois milhões para o Uganda, a ajuda humanitária da União Europeia (UE) ascende já aos 366,5 milhões de euros desde 2018.

A aprovação desta ajuda à região ocorre depois da visita do comissário europeu com a pasta da Ajuda Humanitária e Gestão de Crise, Christos Stylianides, ter visitado a região. “O nosso financiamento aumentará a assistência humanitária nas áreas afectadas e ajudará as comunidades a evitar o risco de fome”, adiantou o responsável, citado no mesmo comunicado.

O período de maior frequência de chuvas na primavera, este ano, foi uma das três mais secas já registadas no Corno de África. Isto, após duas temporadas de fraca pluviosidade. Dada as fracas chuvadas em 2019, após um grave período de seca entre 2016 e 2017 na região, os lares ainda não tiveram tempo para se recuperar, nem as pastagens e rebanhos de gado conseguiram regenerar-se.

Actualmente, cerca de 13 milhões de pessoas vivem em situação de necessidade de apoio alimentar de emergência. Número veiculados por Bruxelas, apontam que mais de quatro milhões de crianças estão “gravemente desnutridas”. Situação idêntica atravessam três milhões de mulheres grávidas e lactantes desnutridas.

Dada a precipitação escassa, as famílias não podem sustentar-se através das suas actividades agrícolas e pecuárias e, consequentemente, os preços dos alimentos já aumentaram em toda a região, reduzindo ainda mais o acesso das famílias pobres aos alimentos básicos.