“Executivo inverte cenário de repatriamento de capitais”, diz ministro da economia

O ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, disse que o Governo está a operar com relativo sucesso na inversão das dificuldades de repatriamento de capitais pelos investidores estrangeiros.

Angola /
05 Set 2019 / 12:41 H.

Falando no seminário sobre a “Revisão da Política de Investimento de Angola”, organizado pelo Ministério do Comércio, União Europeia e a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), Neto da Costa, reconheceu que os investidores estão com dificuldades em repatriarem os seus capitais, devido às limitações das receitas cambiais do país, fruto da crise da redução da exportação de petróleo.

O ministro lembrou as práticas que, no passado, fizeram com que, de forma não intencional, o Estado tivesse desincentivado investimento de longo prazo com medidas proteccionistas e a concessão discricionária de activos públicos para a gestão privada pouco qualificada.

A ausência de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), notou, gerou excessiva concentração económica no Estado e empresas públicas, num nível próximo de 50%, promovendo a dependência de redes invisíveis de influência, maior vulnerabilidade à corrupção e acordos de financiamento de compra de activos pouco orientados e de mútuo benefício.

Como consequência disso, Angola apresenta hoje uma economia rendeira com papel diminuto do sector privado, ocupando a posição 137 entre 140 Países no índice de competitividade do Fórum Económico Mundial de África e a 170 dos 190 países estudados pelo Doing Business, do Banco Mundial.

Temas