Brasil já exporta material genético para reprodução bovina em Angola

O Brasil quer reforçar o investimento em África, sobretudo no sector alimentar, e começou este ano a exportar material genético para a reprodução de bovinos, disse hoje o embaixador brasileiro em Angola.

Angola /
25 Out 2019 / 10:39 H.

“Este ano já houve exportação de material genético para reprodução de bovinos, adiantou Paulino de Carvalho Neto à Lusa, à margem do Dia da Carne Brasileira, em Luanda, num evento que reuniu algumas das principais empresas exportadoras de carne brasileira e responsáveis de associações do sector.

Angola produz apenas 10% da carne bovina que consome e é o segundo maior importador africano de carne bovina congelada brasileira. Surge em primeiro lugar, a nível dos enchidos e em terceiro no que diz respeito ao frango.

Entre as principais exportações brasileiras para Angola encontram-se a carne, o açúcar e os alimentos industrializados.

“Vemos Angola como um grande mercado de exportação, um mercado em que vale a pena investir, não só para benefício das empresas brasileiras, mas também para criar empregos para os angolanos”, sublinhou o diplomata, valorizando o “potencial” de Angola e considerando que “está no caminho certo no sentido de atrair o investimento privado e as empresas”.

As empresas brasileiras têm perspectivas de investimento na agroindústria, mas também noutras áreas como a da indústria farmacêutica, disse o embaixador, sublinhando a importância dos consumidores na África subsaariana, pelo seu potencial de crescimento.